Todo o ser das criaturas,

comparado com o ser infinito de Deus,

nada é.

E, portanto, a alma que põe nele a sua afeição,

diante de Deus também é nada,

e menos que nada;

porque… o amor faz igualdade e

semelhança,

e ainda põe mais baixo ao que ama.

E, portanto, de maneira nenhuma

poderá esta alma unir-se

com o ser infinito de Deus,

porque o que não é

não pode convir com o que é…

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Toda a formosura das criaturas,

comparada com a infinita formosura de Deus,

é suma fealdade…

E toda a graça e donaire das criaturas,

comparada com a graça de Deus,

é suma desgraça e sumo desabrimento…

E toda a bondade das criaturas do mundo,

comparada com a infinita bondade de Deus,

pode chamar-se malícia…

E toda a sabedoria do mundo

e habilidade humana,

comparada com a infinita sabedoria de Deus,

é pura e suma ignorância.

Subida 1, 4, 4

Eulogio Pacho, As mais belas páginas de S. João da Cruz, Edições Carmelo, Avessadas p.14.