Não lhe estranhe se lhe digo que isto do conhecimento próprio é essencial. E não só nos inícios, mas em cada momento, que é o pão com que havemos de comer todos os manjares neste caminho. E que muitas vezes não nos conhecemos a nós mesmos nem sabemos as grandes capacidades que Deus colocou em nós.

Por isso o primeiro que temos que fazer ao orar é tomar consciência da grandeza e dignidade da nossa alma, das suas imensas capacidades, para as fazer frutificar com a ajuda do Senhor e assim não ficarmos anões.

Viver reconciliados connosco mesmos e com a nossa história pessoal é fundamento para acolher com paz os dons que Deus nos oferece, ainda que não os mereçamos, e também nos permite aceitar os demais como eles são. Este é o princípio da oração verdadeira, que nos permite conhecer-nos com verdade, conhecer os outros com misericórdia e conhecer a Deus com gratidão.