Quero recordar-lhe que a verdade da nossa oração não se manifesta no que pensamos ou sentimos, senão enquanto amamos; por isso sempre devemos ocupar-nos no que mais nos desperte a amar. Talvez não saibamos o que é amar e não me surpreenderei muito; porque o amor não está no maior gosto; senão na maior determinação de desejar contentar a tudo a Deus e procurar não o ofender (tanto quanto) pudermos e rogar-lhe que vá sempre em aumento a honra e glória de seu Filho e o aumento da Igreja Católica. Estes são os sinais do Amor.

Eu sofri muito por causa disto, porque me diziam que a minha oração não era autêntica se tinha distracções. Mas vi por experiência que estas só desaparecem totalmente quando o Senhor as faz cessar. Por isso não há que dar-lhes demasiada importância nem permitir que nos tirem a paz. São como borboletas que importunam. O importante é perseverar no caminho iniciado, buscando contentar em tudo o Senhor, ainda que com as nossas fraquezas.