História

 

 

   
   

 

UMA HISTÓRIA DE 25 ANOS

 

Desde que em 1910, as Carmelitas Descalças foram expulsas do Convento de S. João Evangelista, este edifício, bastante mutilado, ficou até 2006, a servir de quartel à P.S.P. e a cidade de Aveiro privada da presença das Carmelitas  .

O Bispo da Diocese, Senhor D. Manuel de Almeida Trindade, grande devoto de Santa Teresa de Ávila, pediu várias vezes aos superiores carmelitas que as Irmãs voltassem para Aveiro. Em 1982, Sua Excelência Reverendíssima insistiu mais uma vez para que, em honra do IV Centenário da Morte de Santa Teresa de Jesus, as Carmelitas viessem “enxamear” Aveiro. Assim, aconteceu a 20 de Novembro de 1983, solenidade de Cristo Rei. O Carmelo restaurado tomou o nome de Cristo Redentor, por ser celebrado nesta data o Ano Santo da Redenção.

Foi na residência paroquial da pequena, mas muito acolhedora aldeia de Eirol, que nove Irmãs reiniciaram a vida contemplativa carmelitana de clausura, nesta Diocese.

No dia 1 de Novembro de 1986, foi benzida pelo Senhor D. Manuel de Almeida Trindade a primeira pedra para o novo mosteiro, sito na rua de Nossa Senhora da Saúde, em S. Bernardo. A sua construção realizou-se com o seu sucessor, Senhor D. António Marcelino, dinamizador incansável desta obra, que semanalmente, no jornal da Diocese, Correio do Vouga, estimulava a todos os aveirenses a participar nesta empresa, explicando o fim para o qual as Carmelitas tinham sido chamadas para Aveiro, e houve grande partilha desde as crianças aos mais idosos. A Diocese de Colónia, Alemanha, custeou um terço da obra. Nós, Irmãs, ajudámos com o fruto do nosso trabalho e a partilha dos nossos benfeitores, amigos e familiares. Assim a construção pôde concluir-se e o novo Carmelo foi inaugurado no dia 3 de Fevereiro de 1991. A comunidade que nessa altura se compunha de 11 membros trasladou-se da residência de Eirol para o novo edifício já com condições necessárias para a nossa vida contemplativa de clausura. Actualmente somos 17 Irmãs, 7 das quais entraram e professaram neste novo Mosteiro. A Irmã mais idosa precede-nos na Casa do Pai, desde 1991, junto a Cristo Redentor e à Rainha e Formosura do Carmelo, onde esperamos encontrar-nos todos.

 
  "Os vossos mosteiros estão espalhados pelo mundo, como oásis de oração e de especial consagração a Deus no silêncio do claustro. Dais testemunho da beleza e da fecundidade missionária da vossa vida escondida com Cristo em Deus, do valor da oração e da imolação, para serdes o Amor no Coração da Igreja."
 

João Paulo II

   
 

Explicação do Escudo

do

Carmelo de Cristo Redentor

 

O escudo do Carmelo apresenta a forma de estrela. Jesus disse um dia a Santa Teresa, que o Carmelo seria como uma estrela da qual resplandeceria brilhante luz. A estrela leva-nos à Encarnação e Nascimento de Cristo Redentor.

A partir do centro eleva-se o Monte Carmelo encimado pela cruz, símbolo da nossa Redenção. Ao centro do Monte está uma estrela, que representa a Virgem Maria a cuja Ordem pertencemos. As duas estrelas laterais personificam os nossos Fundadores: Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz. O Monte expressa a nossa subida para uma identificação com Cristo.

Dentro do raio central, que corresponde ao Monte, está escrito AVEIRO. Isto significa que hoje, para o Carmelo de Cristo Redentor, o monte onde Deus habita, está situado na Diocese de Aveiro, onde as Carmelitas estão chamadas a dar testemunho da presença do Deus Vivo!

Que a Estrela do Carmelo de Cristo Redentor, neste Ano Jubilar, irradie a sua luz a toda à Diocese de Aveiro!

 

   
 

PALAVRA DOS BISPOS

   
   
 

«Mosteiros pobres, com reduzido número de religiosas, mas onde se procurava viver com entusiasmo e alegria a vida consagrada em toda a sua exigência e beleza espiritual. A vida de uma carmelita deve repartir-se entre a oração, a penitência e o trabalho. Se as portas do convento estão fechadas pela clausura e pelo silêncio, o coração da carmelita está aberto a todas as necessidades da Igreja e do mundo.»  

D. Manuel de Almeida Trindade

 

«O Carmelo está vocacionado para ser um sinal vivo do essencial evangélico e para ser, por isso mesmo, um apelo e um estímulo aos valores fundamentais. A contemplação, atitude central de uma religiosa carmelita, não é um privilégio dela. A contemplação é vocação comum de todos os filhos de Deus. Sem a dimensão contemplativa a Igreja de Cristo perderá a sua identidade. Esta é uma profunda convicção que nos anima e que o Carmelo de Cristo Redentor diariamente fiel à sua missão eclesial no seio da nossa Igreja Diocesana, vai alimentar e reforçar sempre mais.

O convento, mais acessível e mais próximo de todos, será um convite à oração, ao silêncio, à contemplação, ao desenvolvimento da interioridade, à experiência da riqueza da gratuidade na nossa vida. Iremos lá para crescermos na vontade e na decisão de edificarmos e de desenvolvermos, em nós e nas nossas comunidades, a dimensão espiritual, orante e contemplativa.

Mas o Carmelo não é a casa ou o convento. A alma da casa é a presença viva de Deus na comunidade das Irmãs, que, acolhem, permanentemente, o dom da vocação, que só Deus lhes podia dar, e dele fazem dom generoso e incondicional para todos… Quantos segredos de graça, luzes do Espírito a favor de tantos filhos de Deus, encerram as paredes desta casa e o coração das Irmãs que nela habitam!...»

D. António Baltasar Marcelino

 

«Hoje, (9 de Dezembro 2007), estamos aqui para louvar a vossa presença, para dar graças a Deus por este oásis de vida espiritual na nossa Diocese. Ao anunciar-vos a ideia de que este seja um Ano Jubilar, eu imploro de Deus bênçãos e graças para este Carmelo e, através deste Carmelo, para toda a Igreja diocesana. Peçamos ao Senhor essas bênçãos e essas graças! Ao mesmo tempo, peço à Igreja diocesana, que faça peregrinação, que abra caminhos e percursos, que a conduzam a este Carmelo; e peço-vos a vós, Irmãs Carmelitas, que nos ajudeis a perceber melhor a presença de Deus no meio de nós, a procurá-l’O, a senti-l’O próximo, a deixarmo-nos modelar pela vontade d’ Ele.

Que este Ano Jubilar seja uma bênção para toda a Diocese, que construamos esta Igreja de comunhão. As Irmãs Carmelitas ajudam-nos no silêncio e na solidão a perceber o que o Santo Padre Bento XVI nos pede, convosco irmãos, nesta eclesiologia de comunhão percebamos todos a importância da nossa corresponsabilidade. A presença de todos faz-nos perceber a beleza da Igreja diocesana. Que Deus a todos abençoe!»

D. António Francisco dos Santos